ETAPA: 1º Ano/Ensino Médio
PERÍODO: 18 a 29/05/2020
COMPONENTES CURRICULARES ENVOLVIDOS: Biologia, Sociologia e Filosofia.
DOCENTE(S) ORIENTADOR(ES): Malba Thaisa
TEMA NORTEADOR: Bullying na Escola
LABORATÓRIO: Lab. de Desenvolv. Iniciativas Sociais ou Comunitárias.
ROTEIRO DE ESTUDOS
Este
Roteiro irá te ajudar a organizar seus estudos individuais, durante esse
período de atividades não presenciais. Realize as atividades propostas, anote
suas dúvidas para tirá-las com o professor nos momentos programados. Faça todas
as anotações no seu caderno e diário de bordo. Seu compromisso e
responsabilidade com os prazos farão a diferença!
Cronograma de Atividades Carga horária: 3h
TEMA – Bullying na escola – Atividade 1ª série
Atividade Inicial: Observe as imagens abaixo, faça a leitura do texto e assista aos vídeos com atenção para que você consiga desenvolver as atividades 2 e 3.
Prazo de conclusão: 21/05/2020
"Quero
esfaquear-me". O desespero de uma criança que sofre bullying na escola e
pede para morrer
Bullying
na Escola: um problema crônico
Todos sabemos que, até pouco
tempo, o que hoje reconhecemos como bullying era
visto como “briguinhas de criança”, implicâncias bobas e até brincadeiras
normais, como colocar apelido em um colega. Ou seja, o bullying sempre existiu, mas pouco
era sistematizado e estudado. Além disso, as famílias tinham menos informação
para lidar com esse problema e apenas os mais graves eram levados a sério pela
família, que junto à escola procurava intervir de alguma forma.
O bullying é, sim, um
problema crônico na escola. Não surgiu ontem nem será eliminado amanhã. Como,
então, conviver com essa prática e minimizar seus efeitos dentro do ambiente
escolar?
A boa notícia é que, de
alguns anos para cá, as instituições de ensino, as famílias e até o governo têm
percebido que esse é um problema
grave nas escolas e que algumas medidas precisam ser tomadas.
Bullying:
um termo “novo” para uma prática antiga
O termo — que foi
importado do inglês há pouco tempo, embora tenha um equivalente na nossa língua
(“bulimento”) — já se tornou popular entre os brasileiros, mas a prática
remonta a muito mais tempo. Para qualquer pessoa que perguntarmos, dos mais
novos aos mais velhos, teremos relatos sobre intimidação e violência nas escolas,
vividos por essas próprias pessoas ou por colegas.
A violência ou intimidação
sistematizada de um indivíduo ou grupo contra outro(s) individuo(s) ou
grupo(s), sem motivo claro, de forma física e/ou psicológica, intencional e
continuada constitui um caso de bullying. No
Brasil, a palavra “bullying”
é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre
alunos nas escolas.
Bullying na
escola
Embora possa ocorrer — é
verdade! — em ambiente de trabalho ou entre vizinhos, por exemplo,
a escola é o local mais suscetível à prática de bullying. As crianças e os
jovens, por estarem em fase de formação, também vivenciam necessidade de
autoafirmação e, às vezes, não estão acostumados a conviver com
diferenças. Pode vir daí a origem dessas práticas inaceitáveis de discriminação e superioridade.
No ambiente escolar, é importante ficar atento às formas que os
agressores usam para intimidar as vítimas. Elas
são as mais diversas, como:
- dar empurrões e
pontapés;
- insultar;
- criar boatos
humilhantes;
- criar situações
vexatórias;
- inventar apelidos que
ferem a dignidade;
- captar e difundir
imagens (inclusive pela internet, que configura um caso de cyberbullying);
- ameaçar
presencialmente e por mensagens;
- excluir de atividades sociais ou pedagógicas (como trabalhos em grupo
Diversas são as consequências
do bullying para
a vítima. Por isso a importância de família e escola dispenderem esforços para
combater essa prática. Quanto mais informações os alunos tiverem sobre
respeito, empatia, tolerância, diversidade e
solidariedade, menores as chances de desenvolverem atitudes discriminatórias.
Efeitos
do bullying
Tanto vítimas quanto
agressores podem sofrer consequências psicológicas dessa situação de agressão,
seja ela física ou psicológica. Baixa autoestima, dificuldade de aprendizado,
dificuldade de socialização, ansiedade, medo e até em alguns casos depressão podem
estar associados ao bullying.
Entre os pequenos, pode haver
atraso no desenvolvimento e em alguns casos outra consequência pode ser queda no rendimento e
até mesmo evasão escolar.
O agressor
Uma prática importante, porém
pouco difundida é a necessidade de olhar para o agressor. Normalmente os agressores são as crianças com maior
porcentagem de reprovação. Em grande parte dos casos, relações
familiares desestabilizadas fazem parte da vida de quem pratica a violência
sistematizada.
Ao invés de acusa-lo e
castigá-lo, antes é preciso avaliar as condições desse aluno, sua história,
buscando identificar a
melhor forma de agir e lidar com a situação como um todo.
A vítima
Crianças e jovens que
sofrem bullying podem
apresentar alterações de comportamento: ficam mais reclusas, antissociais e sofrem alterações
repentinas de humor. Também adoecem com mais frequência, porque
ficam com a imunidade baixa, e podem chegar em casa com fome (por terem tido o
lanche roubado). No pior dos casos, a vítima chega a ter pensamentos suicidas.
Se forem notados esses
sintomas, ou se a criança altera seu comportamento de alguma forma, a família
deve conversar e procurar a escola. Quanto
mais cedo for detectada a prática do bullying, menos estragos ele
deixará na vítima.
Dependendo do tempo que a
prática se estendeu ou da gravidade e das consequências emocionais, tanto o
agressor quanto o agredido podem precisar de atendimento psicológico.
Formas de combate
Como dito anteriormente,
muitas frentes de combate ao bullying estão
sendo desenvolvidas. Esse é um problema que está na agenda da mídia — seja em
programas jornalísticos, seja em séries e filmes —, das instituições de ensino
e do governo.
Uma lei criada em 2015,
a Lei Antibullying – 13.185/15, entrou em vigor em fevereiro de 2016 e
instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática. Pelos termos dessa
lei, constitui bullying “todo
ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem
motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais
pessoas, com o objetivo
de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima,
em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”.
O texto da lei orienta a
prevenção da prática por meio de práticas
de orientação de familiares, instrução de palestras, promoção
de campanhas e fortalecimento da cidadania. As ações de conscientização e
combate ao bullying devem
ser tomadas por estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações
recreativas.
Diante do que foi exposto,
é fundamental combater
essa prática diariamente: ações de conscientização que abordem
a necessidade de derrubar preconceitos, incentivar a cooperação e
trabalhar para criar uma cultura de paz que envolvam família e escola
podem ser boas soluções para lidar com esse problema crônico.
Assista aos vídeos a
seguir e entenda um pouco mais:
-Vamos exercitar o conhecimento!!!
- Atividade 2: Clique no link abaixo e responda a algumas perguntas
sobre valores humanos que acabamos de estudar, esta será́ a sua avaliação de
aprendizagem!
Prazo de conclusão: 21/05/2020.
- Atividade 3: Atividade
de conclusão. Prazo de Conclusão: 28/05/2020.
Tira dúvidas no dia 21/05/2020 com o professor via WhatsApp.
– Mostre sua Criatividade – Escolha uma das atividades abaixo e desenvolva!
Sugestões:
1- Produza
cartazes e distribua por sua vizinhança de ações que possam
combater o bullying;
2- Crie um vídeo demonstrando como o bullying podem afetar a
autoestima das pessoas;
3- Promova uma
campanha em suas redes sociais, demonstrando que você é
contra o bullying e está disposto a ajudar pessoas que sofrem com esta prática.
Aula Por.: Malba Thaisa do N.
Lima



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