terça-feira, 19 de maio de 2020

2º Ano - Depressão: Mal do Século - Semana: 18 a 29/05/2020

ETAPA: 2º Ano/Ensino Médio
PERÍODO: 18 a 29/05/2020
COMPONENTES CURRICULARES ENVOLVIDOS: Biologia, Sociologia e Filosofia.
DOCENTE(S) ORIENTADOR(ES): Malba Thaisa
TEMA NORTEADOR: Depressão: Mal do Século
LABORATÓRIO: Lab. de Desenvolv. Iniciativas Sociais ou Comunitárias.



ROTEIRO DE ESTUDOS


Este Roteiro irá te ajudar a organizar seus estudos individuais, durante esse período de atividades não presenciais. Realize as atividades propostas, anote suas dúvidas para tirá-las com o professor nos momentos programados. Faça todas as anotações no seu caderno e diário de bordo. Seu compromisso e responsabilidade com os prazos farão a diferença!


Cronograma de Atividades                                         Carga horária: 3h


TEMA – Depressão: mal do século – Atividade 2ª série

Atividade Inicial:  Observe as imagens abaixo, faça a leitura do texto e assista aos vídeos com atenção para que você consiga desenvolver as atividades 2 e 3.      
Prazo de conclusão: 21/05/2020

Depressão: é a doença incapacitante no mundo em 2020 segunda a OMS. O que fazer?

Depressão: Mal do Século 

Depressão e suicídio são assuntos que, de alguma forma, estão no radar de adolescentes e adultos jovens. A discussão é impulsionada, por exemplo, por filmes e séries que tratam os temas, como 13 Reasons Why, da Netflix. Mas apesar de estarem 'antenados' quando o assunto é saúde mental, esse mesmo público não se sentiria à vontade para falar sobre depressão com a família, colegas de trabalho ou de escola se recebesse o diagnóstico da doença.
A constatação é de uma pesquisa feita pelo Ibope Conecta com dois mil brasileiros, a partir dos 13 anos de idade, em diferentes regiões metropolitanas do País. Segundo os resultados, 39% dos adolescentes de 13 a 17 anos dizem que não se sentiriam à vontade para dividir o problema com a família e 49% não compartilharia o diagnóstico na escola ou no trabalho.
Entre a população de 18 a 24 anos, a porcentagem é um pouco maior: 56% não contaria aos colegas de trabalho ou de escola sobre o problema e o principal motivo seria a percepção de que as pessoas não costumam levar a depressão a sério.
Os dados são preocupantes porque a depressão é o principal fator de risco para o suicídio e, ao contrário do que se pensava, não falar abertamente sobre esses temas pode piorar a condição. Ou seja, esconder não é a solução. Outro alerta é que o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Os adolescentes estão muito mais 'ligados', percebendo os sintomas, mas a pesquisa revelou algo forte. Apesar de estarem 'ligados', eles não têm coragem de falar que estão com depressão porque existe estigma, tabu, preconceito, como se não fosse uma doença. Eles têm noção [da depressão], mas também têm noção do quanto ainda tem preconceito", avalia a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Segundo a especialista, o preconceito que existe contra a depressão afeta os jovens a ponto de eles evitarem reconhecer que estão sofrendo da doença. A desinformação também é outro fator que contribui negativamente. Na faixa etária de 18 a 24 anos, a pesquisa mostrou que 26% considera que a depressão é uma 'doença da alma' e 29% não está totalmente convencido de que a doença é semelhante a qualquer outra e pode ser tratada com sucesso.
Entre os mais jovens, de 13 a 17 anos, 23% acredita que não existem sintomas físicos na depressão, porque ela seria "apenas um momento de tristeza". "As pessoas entendem a doença mental como falha de caráter", justifica o médico psiquiatra Primo Paganini sobre essa percepção errada. "A depressão é um desafio, porém jamais uma fraqueza. Ela é uma condição física com repercussão psíquica, precisa tratar com medicação e psicoterapia", afirma o especialista, diretor-médico da eCare.
Os sintomas físicos da depressão incluem consequências cardiovasculares, aumento da glicemia e do colesterol, risco de trombose, enfarte e arritmia. "Uma doença mental que começou com estresse ou trauma faz morrerem neurônios no cérebro e diminuir o nascimento de novos, processo chamado de neurogênese", explica Paganini. Um evento traumático libera proteínas inflamatórias pelo corpo, que vão agir para aumentar a resposta agressiva e do medo e reduzir a capacidade de memória e controle do estresse.

Depressão em adolescentes
Segundo os especialistas, a irritabilidade é a principal característica da depressão em adolescentes, diferente do humor deprimido que fica mais claro em adultos. Isso pode fazer com que as pessoas ao redor confundam a doença com a manifestação típica da chamada 'aborrecência'.
"Normalmente, a irritabilidade típica não vem acompanhada de baixa autoestima, sensação de inferioridade ou questionamentos da própria competência", alerta Paganini. Ele orienta que família, amigos e escola fiquem atentos a um comportamento mais isolado. Os adolescentes não têm hábito de queixas emocionais psíquicas e que é preciso ajudá-los a buscar essa expressão.
Segundo Paganini, existe resistência em perceber a depressão em pessoas nessa faixa etária. "Muitos pais entendem a depressão ou a ansiedade na adolescência como culpa deles. Eles se sentem ofendidos quando falamos que o filho está deprimido ou perguntamos se tem ideação suicida. Tem resistência porque eles entendem a doença mental como doença de louco e na verdade é [doença] cívica", afirma.

Depressão e suicídio

A depressão é uma doença psiquiátrica que causa tristeza profunda e pessimismo, sentimentos que podem culminar em comportamentos suicidas. Uma revisão sistemática de 31 artigos sobre o tema apontou que 35,8% das pessoas que cometeram suicídio tinham transtornos de humor, classificados como depressão.
Embora a ideação suicida esteja presente em 60% das pessoas com depressão, segundo o Manual da Psiquiatria Clínica, 15% delas se suicidam. Ou seja, nem toda pessoa diagnosticada com depressão cometerá suicídio, mas os sintomas da doença são um sinal de alerta.
"Quem vai se suicidar, avisa sim. Existem estudos que mostram que, um ano antes, pessoa foi a um pronto-socorro ou médico com queixa de doença mental: depressão, ansiedade, irritabilidade. E um mês antes, a pessoa procurou psicólogo e verbalizou ideia de morte", diz Paganini.

Quando falar sobre depressão e suicídio com adolescentes


Pais e as escolas devem começar a discutir o tema da depressão com crianças por volta dos 12 anos idade. É preciso passar uma noção do que é a doença e, com isso, ensinar a identificar os sintomas mais conhecidos. É preciso  ter habilidade para falar sobre o assunto e, caso os pais não se sintam confortáveis, é importante buscar o auxílio de um psicólogo ou psiquiatra.
"O mais importante é os pais ficarem atentos: se o adolescente está mais isolado, deixou de ir a festas, está comendo demais ou de menos, deixou de comer ou mudou algum comportamento", diz a psiquiatra. É necessário pensar em prevenção e começar a falar do assunto como se falaria de diabete, por exemplo.
As orientações também valem para abordar o suicídio. Aproveitar séries e filmes que falam do assunto para iniciar uma conversa pode ser uma alternativa. É importante deixar claro que suicídio tem prevenção e que falar abertamente sobre o tema e as questões que o permeiam é a melhor forma de ajudar. Ao se deparar com uma queixa de depressão de um adolescente, é necessário escutar sem fazer julgamento, crítica ou banalização e se colocar no lugar do outro.
Conversar sobre depressão, sentimentos negativos e suicídio é a melhor forma de prevenir o atentado contra a própria vida.

Assista aos vídeos a seguir e entenda um pouco mais:



-Vamos exercitar o conhecimento!!!
- Atividade 2:  Clique no link abaixo e responda a algumas perguntas sobre depressão que acabamos de estudar, esta será́ a sua avaliação de aprendizagem!
Acesse aqui para realizar a atividade → Click Aqui 

- Atividade 3: Atividade de conclusão.   Conclusão: 28/05/2020.

Tira dúvidas no dia  21/05/2020 com o professor via WhatsApp.

Mostre sua Criatividade – Escolha uma das atividades abaixo e desenvolva!
Sugestões:
1-Produza cartazes e distribua por sua vizinhança de ações que possam combater a depressão;
2-Crie um vídeo demonstrando como a depressão podem afetar a autoestima das pessoas;
3- Promova uma campanha em suas redes sociais, demonstrando que você é solidário(a) a pessoas que lutam contra a depressão e está disposto a ajudar pessoas que sofrem com este mal.

Aula por.: Malba Thaisa do N. Lima

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