terça-feira, 30 de junho de 2020

3º e 4º Per. EJA - Violência contra mulher - Quinzena 29/06 à 10/07/2020


   Regime Especial de Atividades Escolares não Presenciais – REAENP
ROTEIRO DE ESTUDOS

ETAPA: 1º e 2º Per. EJA – Educação de Jovens e Adultos
PERÍODO: 15 À 26/06/2020
COMPONENTES CURRICULARES ENVOLVIDOS:  Sociologia, História.
DOCENTE(S) ORIENTADOR(ES):
JOSÉ BEZERRA (Leal)
TEMA NORTEADOR: VIOLÊNCIA CONTRA MULHER
LABORATÓRIO: INICIATIVAS SOCIAIS OU COMUNITÁRIAS

Caro estudante,

Este roteiro tem como objetivo orientar os seus estudos individuais, durante este período de atividades não presenciais. Procure cumprir com responsabilidade e empenho as atividades propostas, anote suas dúvidas para tirá-las com o professor, nos momentos programados. Faça todas as anotações no seu caderno e diário de bordo.
ATIVIDADES DA PRIMEIRA SEMANA
CARGA HORÁRIA:   3h
ATIVIDADE INICIAL (aquecimento):    Faça a Leitura atentamente para conseguir desenvolver as atividades
        Esses são exemplos de grandes mulheres que ao longo suas histórias, enfrentaram, o  preconceito, a discriminação, o machismo e muitas vezes, a violência, sem baixarem a cabeça deixando com isso seus nomes marcados para sempre.
Cora Coralina
Apesar de ser considerada uma das poetisas mais importantes da literatura brasileira, Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, só publicou o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, aos 76 anos.
Antes disso, criou quatro filhos trabalhando como doceira após a morte do marido e não chegou a terminar o ensino fundamental.
Cora ficou conhecida por escrever sobre a cidade de Goiás e, embora não falasse sobre a questão de gênero na sua obra, é considerada por especialistas como uma escritora pioneira e libertária que enfrentou os preconceitos da sociedade para mostrar a contribuição das mulheres.


“Se a lei Maria da Penha existisse naquela época, eu teria buscado proteção nela”, diz à BBC Brasil, por telefone, a ativista que empresta seu nome a uma das legislações de combate à violência doméstica mais importantes do mundo. “Mas antes ninguém nem falava em violência doméstica. Dizia era que fulana tinha marido ruim.”
“Aquela época” eram os anos 1980 e a história que Penha conta já se tornou uma das mais significativas do movimento feminista brasileiro.
Biofarmacêutica de formação, a cearense sobreviveu a duas tentativas de assassinato pelo ex-marido. Na primeira, um tiro à queima roupa de espingarda pelas costas, enquanto dormia, a deixou paralisada da cintura para baixo. Poucos meses depois, ele tentaria eletrocutá-la sabotando o chuveiro elétrico.
Mas apesar de conseguir levar o ex-marido à Justiça duas vezes, por quase 20 anos Penha tentaria sem sucesso colocar o culpado detrás das grades. Isso só foi possível depois que o caso foi parar nos tribunais internacionais.
Um dos desdobramentos do caso foi a lei que hoje leva seu nome.

Irmã Dulce
Maria Rita de Sousa Brito Lopes dedicou a vida a ajudar as pessoas carentes e é uma das ativistas humanitárias mais importantes do século 20.
Ela mostrou aptidão e desejo para essas atividades ainda pequena aos 13 anos transformou a casa dos pais em Salvador em um centro de atendimento aos necessitados, pobres e doentes.
Conhecida como "o anjo bom da Bahia", ajudou a fundar diversas instituições filantrópicas, como o Hospital Santo Antônio. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1988 e beatificada em 2011.


Clementina de Jesus
Uma das principais sambistas de todos os tempos, Clementina foi empregada doméstica até ser descoberta e reconhecida já com mais de 60 anos.
Famosa pelo repertório de músicas de raízes afro-brasileiras tradicionais, ela foi importante por registrar e divulgar cantos ancestrais dos escravos na história da música.
Sua biografia, intitulada Quelé - A Voz da Cor, foi lançada no ano passado
Nise da Silveira
Psiquatra brasileira e aluna de Carl Jung, Nise ficou conhecida pela contribuição pela luta antimanicomial e por ter implementado a terapia ocupacional e as artes no tratamento das doenças psiquiátricas no processo terapêutico.
Ela se formou em 1926 - era a única mulher em uma turma com 157 alunos. Chegou a ser presa durante o Estado Novo, acusada de envolvimento com o comunismo, e dividiu a cela com Olga Benário, militante do movimento no Brasil.
Zilda Arns

Zilda foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira, responsável pela fundação da Pastoral da Criança.
Ela dedicou a vida à saúde pública com enfoque no combate à mortalidade infantil, desnutrição e violência contra as crianças e desenvolveu uma metodologia própria para realizar os tratamentos preventivos.
Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, Zilda morreu no Haiti. Ela trabalhava em uma missão da Pastoral quando o país foi atingido por um terremoto, em 2010.
Anita Garibaldi
Uma das mulheres mais reconhecidas da história do Brasil, Anita Garibaldi é chamada de "Heroína dos Dois Mundos" pela participação em diversas batalhas tanto no Brasil como na Itália ao lado do marido, Giuseppe Garibaldi.
Anita foi muito influenciada pelos ideiais do marido. Eles foram parceiros de vida e de combate: ela aprendeu a usar armas e espadas e foi combatente na Revolução Farroupilha e Revolta dos Curitibanos, entre outras.
Tarsila do Amaral
Um dos principais nomes do modernismo brasileiro, Tarsila criou algumas das obras emblemáticas do movimento, como o Abaporu.
Mesmo com formação sólida em Artes Plásticas, nas escolas de Julian e de Émile Renard em Paris, ela enfrentou dificuldades por ser mulher.
O primeiro marido se separou dela porque não concordava com a sua dedicação à arte, e não exclusivamente às tarefas do lar.
Tarsila dizia querer ser a "pintora do Brasil" e dedicou várias fases de sua obra às cores, paisagens e cultura brasileiras.

 TEMPO ESTIMADO PARA REALIZAÇÃO: _____
ATIVIDADE PRINCIPAL:  Anote em seu Caderno Diário de Bordo!
Escreva o Seguinte Cabeçalho:
Lab. de Iniciativas Sociais
Nome: __________________ Turma:

1)    Leia as biografias propostas e relacione seu nome ao nome da mulher que mais lhe chamou a atenção descrevendo as principais características com as quais você identificou.
Cora Coralina
Irmã Dulce
Clementina de Jesus
 Nise da Silveira
Zilda Arns
Anita Garibaldi
Tarsila do Amaral
Maria da Penha.
 
 TEMPO ESTIMADO DE REALIZAÇÃO: ____


Um comentário:

  1. Claudeane aline da silva Rodrigues
    3°periodo As mulheres vitimas de abusos, sendo estupro, agressão verbal e física, muitas delas não tem a coragem de denunciar, pois o medo, a vergonha, entre tantos outros motivos as impedem de fazer uma denúncia.
    Existem delegacias especializadas nesse assunto que podem dar a assistência necessária , mas mesmo sendo agredidas , o índice de mulheres que resolvem tomar uma atitude são muito baixo
    Com essa lei as 7mulheres tiveram a oportunidade de denunciar o agressor, mas, mesmo assim, há aquelas que ainda não denunciam por medo, justamente por serem ameaçadas pelos companheiros. Enfim, trouxe benefícios, mas não que acabou com o impasse de vez , ela foi muito agrendida pelo seu marido , e essa lei maria da penha venho pelo seu nome Maria da Penha Maia Fernandes

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